terça-feira, 8 de maio de 2012

Resumo do texto: “Nascem os estudos sobre currículo: as teorias tradicionais”.


    Em todas as épocas e lugares, os educadores sempre estiveram envolvidos com o currículo, antes mesmo dessa terminologia ser adotada para esse fim. E por isso houve a necessidade de torná-lo um campo profissional e especializado.   
   O campo de estudos do currículo está estreitamente ligado a processos que envolvem a formação de especialistas, disciplinas e departamentos sobre currículo.
   O termo currículo, no sentido como é como é conhecido nos dias atuais, teve sua origem na literatura americana, na qual surgiu para designar um campo profissional especializado de estudos. Esse fato está associado à institucionalização da educação de massas que ocorreu nos Estados Unidos, no final do século XIX e início do século XX.
   No contexto dessa institucionalização da educação, diferentes forças econômicas, políticas e culturais procuravam moldar os objetivos e as formas da educação de massas de acordo com suas diferentes e particulares visões.
   Em 1918, Bobbitt escreveu o livro: “The curriculum”, considerado o marco na especialização do estudo do currículo. Bobbitt, que tecnocrático, propunha que a educação funcionasse como uma indústria e que era necessário estabelecer padrões. Para ele o sistema educacional deveria ser capaz de especificar que resultados pretendia obter e estabelecer métodos para obtê-los. Sua proposta parecia permitir à educação tornar-se cientifica. Bastava apenas pesquisar e mapear as habilidades necessárias para as diversas ocupações. Por tanto, a tarefa do especialista em currículo era fazer o levantamento de habilidades necessárias para as diversas ocupações, desenvolver currículos que permitissem que essas habilidades fossem desenvolvidas e, planejar e elaborar instrumentos de medição que possibilitassem dizer se as habilidades foram aprendidas. O currículo se transforma em uma questão de organização.
   As ideais de Bobbitt, divergiam das ideias progressistas de John Dewey, que estava muito mais preocupado com a construção da democracia que com o funcionamento da economia. Ele acreditava que era importante levar em consideração, no planejamento curricular, os interesses e as experiências das crianças e jovens.
   As ideias de Bobbitt foram consolidadas em 1949, por Ralph Tyler, quando este publica um livro que influenciaria vários países incluindo o Brasil. Neste livro, Tyler, afirma que a organização e o desenvolvimento do currículo deve buscar responder a quatro questões básicas que correspondem à divisão tradicional da atividade educacional: currículo, ensino, instrução e avaliação. Ele insiste na afirmação de que os objetivos devem ser claramente definidos e estabelecidos.
    É importante observar que as duas linhas de pensamento, tanto os tecnocráticos, quanto os progressistas eram uma reação ao currículo clássico e humanista, o qual o objetivo era formar homens que encarnassem as melhores realizações e os mais altos ideais do espírito humano. Ideias que eram contestadas por sua abstração e inutilidade e por desconsiderar a psicologia infantil. O fim do currículo clássico se deve à democratização da escolarização secundária.
16/03/2012

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